A história da Ucrânia é
marcada por séculos de disputas territoriais, influência imperial e
redefinições políticas que ajudaram a moldar não apenas o Leste Europeu, mas o
equilíbrio geopolítico global. Compreender as origens do conflito entre Rússia
e Ucrânia exige um mergulho profundo nas raízes históricas do território
ucraniano — desde a formação da antiga Rus de Kiev até os impactos geopolíticos
da dissolução da União Soviética em 1991. Neste artigo, você vai entender como
as heranças imperiais, os tratados do pós-guerra Fria, a anexação da Crimeia e
o papel da Rússia moldaram a trajetória de um dos países mais estratégicos da
Europa Oriental.
Se hoje a Ucrânia está no
centro das atenções mundiais, é porque sua história revela muito mais do que
uma simples disputa de fronteiras: trata-se de um embate entre projetos de
poder, identidades nacionais e interesses geopolíticos e estratégicos de grandes potências.
Do Império Russo à URSS, da perda das armas nucleares ao Memorando de
Budapeste, a narrativa ucraniana é inseparável da busca por soberania,
segurança e reconhecimento internacional. A seguir, você vai conhecer em detalhes
o contexto histórico que explica a atual crise, suas origens profundas e os
principais momentos que definiram o destino da Ucrânia moderna.
O território Ucraniano nos
séculos IV e VIII era habitado por habitantes que eram chamados de RUS DE KIEV,
a mesma foi uma confederação de tribos eslavas orientais e fino-úgricas do
Leste Europeu dos séculos IX ao XIII, na tradução literal Rus. de Kiev seriam:
os Russos de KIEV, tribos eslavas, que se estendiam do Mar báltico ao Norte, ao
Mar Negro no Sul, desde então sua história pode ser considerada sucessoras
invasões imperiais e de potenciais estrangeiras, o Reino da Polônia, Império
Otomano, Austríaco e o último, não menos importante, o Russo, até 1917 a região
pertencia à Rússia, URSS - em 1922 a URSS se estabeleceu e
a região começou a ser chamada de República Socialista Soviética da Ucrânia,
enquanto isso, a atual região mais ocidental da Ucrânia pertencia aos
Poloneses, neste mesmo período, a Península da Crimeia, pertencia a URSS, após
ter sido anexada pelos Russos no século XVIII, Crimeia sempre foi um ponto de
disputa entre Rússia e Ucrânia, no momento estava sob controle Russo.
Em 1954 o então líder
soviético Nikita Kruschev, passou o controle e a administração da Crimeia para
o governo da Ucrânia, sob o manto comum Soviético. Avançando no tempo, em 1991
a União Soviética implode, tendo em vista que um território imenso, grande
população, com um governo centralizador de recursos implodiu, regiões se tornam
independentes, e a Ucrânia herda o arsenal nuclear com mais de 3.000 armas
nucleares. Em 1994 por pressão dos EUA, Rússia e o Reino Unido, a Ucrânia
assinou o Memorando de Budapeste,
que se comprometia em devolver as bombas nucleares a Moscou e também a assinar
o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), em troca da
desnuclearização, os países e os governos da Rússia, dos EUA e do Reino Unido
se comprometeriam a "respeitar a independência, a soberania e as
fronteiras existentes da Ucrânia" e a “não realizarem ameaças ou o uso da
força" contra o país. O País manteve uma sintonia com a Rússia até os anos
de 2011/2012, Rússia a maior e mais influente ex republica soviética.
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Principado de Quieve em meados do século X |
REVOLUÇÃO MAIDAN
O problema mesmo começou
com o passar do tempo, quando a Ucrânia começou a se aproximar da União
Europeia e dos Estados Unidos/OTAN, ao ponto de em 2012 a elaboração de um
acordo com a União Europeia, a situação incomodou a Rússia de Vladimir Putin,
que pressionou os governos para que o acordo não fosse finalizado, e então em
novembro de 2013, quando o governo Ucraniano de Viktor Yanukovych, (político
pró Rússia, que era acusado de ser um fantoche de Moscou) e a União Europeia
estava pronta para assinar o acordo, o presidente Ucraniano suspendeu as
tratativas, a decisão inesperada, ocasionaram em um protesto, através de uma
imensa infiltração de agentes americanos na sociedade, com agentes ativos, com
os conceitos da guerra híbrida, utilizando esforços subversivos, atos de
influencia, desinformação, com uma clara tentativa de influenciar a política,
incentivando com que milhares de ucranianos tomassem as ruas da Ucrânia, mais
especificamente a praça de independência de Kiev (Maidan), solicitando a
retomada do dialogo com o bloco europeu, iniciando o famoso movimento
Euromaidan, serie de protestos, que se estendeu por todo o País por vários
meses, segundo dados, a Euromaidan resultou na morte de 100 pessoas entre
manifestantes e forças de segurança. Os protestos resultaram na queda do
governo do presidente Viktor Yanukovych que fugiu da Ucrânia e se exilou na
Rússia, na política ocorreram às sucessões dos cargos, Oleksandr 23/02/2014 à
07/06/2014, Petro Poroshenko 07/06/2014 á 20/05/2019 e por ultimo, o atual presidente
Volodymyr Zelensky, assumiu no dia 20/05/2019 e permanece até os dias de hoje,
com as características de todos estarem mais ligados a União europeia e EUA.

ANEXAÇÃO
CRIMEIA
Em março de 2014 o governo
da Rússia se aproveitou da catástrofe da região da península e da ausência do
governo central de Kiev em algumas regiões da Ucrânia, e realizou um referendo
com a população que se viu obrigado a assinar o referendo, tendo em vista a
presença das forças armadas e grupos armados pró-russos, e sem disparar um
único tiro e apoiados por Moscou tanto no ambiente militar, de inteligência e
de recursos financeiros, tomaram as instituições governamentais da península da
Criméia, cravaram a bandeira Russa em prédios governamentais e realizaram
referendos com a população, lembrando que grande parte da população da região
possui descendência Russa ou possui uma ligação com a Rússia, fazendo com que a
região ficasse de fato sob o controle Russo. Após a situação, o próprio Vladimir
Putin, Presidente da Federação Russa, que ocupa posições de poder contínuas
como presidente ou primeiro-ministro desde 1999, reconheceu que alguns membros
dos tais separatistas pró russos, na verdade, era militares que pertenciam ao
Exército Russo, ou mercenários que estavam operando sob disfarce para o Estado
Russo, no mesmo período o Ministro de Defesa da Federação Russa, Sergei Shoigu,
concedeu medalha e condecorou os militares que participaram da operação de
anexação da Criméia, reconhecendo o que chamou de “recuperação da Criméia”,
ponto-chave e critico na relação Rússia, Europa e Estados Unidos, provocando a
expulsão da Rússia do G8, grupo dos oito países mais industrializados do mundo
e a aplicação de uma serie de sanções da União Europeia contra o governo de
Moscou.
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Nexo
Jornal |
IMPORTÂNCIA DA CRIMEIA
A Crimeia possui uma
posição estratégica para a Rússia, sendo uma via de acesso para o mar negro,
tendo em vista que a principal Base naval Russa esta no mar Negro, água
quentes, ou seja, não congela no inverno, localizado no Sul da Península, em
Sebastopol, além de ter uma importância cultural e econômica, região é grande
produtora de grãos, alimentos, portos marítimos responsáveis pela escoação de
grãos e alimentos para o restante do mundo e para a própria Rússia, além de
fabricas e matérias primas. Desde 1991, após independência da Ucrânia, a Rússia
pagava uma taxa de utilização da base citada, algo que pós a anexação de 2013,
não foi mais necessário realizar, lembrando que na visão dos principais lideres
da Rússia, Dmitri Medvedev Vice-presidente do Conselho de Segurança da
Federação Russa, e em especial, o presidente Russo, Vladimir Putin, a Rússia
apenas reconquistou o que já lhe pertencia, inclusive o discurso do presidente
Putin a população foi justamente este: “Depois de uma navegação difícil, longa
e cansativa, Crimeia e Sebastopol estão voltando ao porto de origem".
INVASÃO RUSSA DO LESTE
UCRANIANO -
No mês seguinte, após o
discurso, forças pró Rússia, conquistaram várias localidades ao leste da
Ucrânia, na região de Donbass (Luhansk e Donetsk), e em 2013/2014 dando início
a um confronto armado, entre forças armadas Ucranianas e os separatistas
vinculados e financiados pela Rússia, no dia 11/03/2014 os rebeldes declaram
independente as regiões que chamaram de República de Donetsk e Luhansk, que até
os dias atuais não são reconhecidas internacionalmente, a OTAN acusou o Kremlin
por apoiar militarmente os separatistas da região, por mais que tenha todas as
provas e evidências deste apoio, Moscou sempre negou. Deu inicio então as
tratativas e tentativas de realizar os acordos de paz, entre eles os protocolos
de Minsk e os acordos de Minsk II, que não ocasionaram em um cessar fogo
definitivo, diversos países participaram da tentativa do acordo, entre eles:
Ucrânia, Rússia, Alemanha, França, representantes da segurança e cooperação
para a Europa, e os lideres das chamadas republicas populares de Donetsk e
Luhansk participaram dos diálogos, entretanto, sem sucesso, conflitou seguiu e
segue intenso na região leste da Ucrânia, cerca de 1,5 milhões de pessoas que
moravam na região deixaram suas casas entre 2013 e 2023. Na região ocorreu uma
situação que até os dias atuais não há explicação, a derrubada de um avião de passageiros MH17 abatido por um míssil Russo no leste
da Ucrânia em 17 de julho de 2014, matando todos os 298 passageiros e
tripulantes, até os dias atuais nenhuma das partes envolvidas assumiram a culpa
ou se apresentou como responsável. Para fechar a análise irei
pontuar algumas questões: Rússia e Ucrânia possuem laços históricos,
especialmente no leste Ucraniano, pois há uma população que tem como língua
principal o Russo, por curiosidade é a justificativa utilizada por quem defende
a anexação dessa região pela Rússia. União Europeia e Estados Unidos enxergam a
Ucrânia como aliado estratégico, militar e geopolítico, tendo em vista sua
localização. Em 2008 a OTAN prometeu a Ucrânia e a Geórgia que seriam admitidas
na aliança, no mesmo ano a Rússia invadiu a Geórgia.
NORDSTREAM
O Leste Europeu sempre foi a linha vermelha citada tantas vezes por Putin,
região que a Rússia quer bloquear a influência da Otan, no meio dessa situação
existe uma questão econômica, o nordStream II, o gasoduto, que ligaria a
Rússia e a Europa, especificamente a Alemanha, que não passaria pela Ucrânia,
receita que tiraria da Ucrânia um acréscimo econômico de 1 bilhões de dólares
por ano. Porém, o que é um gasoduto? de maneira simplificada, é uma tubulação
utilizada para transportar gás natural da região produtora, para a consumidora,
sendo o mesmo utilizado como uma fonte enérgica importante no setor elétrico
para os Países. Segundo governos Ocidentais e o Presidente Volodymyr Zelensky,
o gasoduto seria uma arma geopolítica da Rússia, por outro lado, a retirada do
nordStream II e o fato do gasoduto não passar mais pela Ucrânia, não haveria
nada que impedisse o ataque Russo a Ucrânia, pois teoricamente continuaria
lucrando com a venda do Gasoduto, segundo Seymour Hersh jornalista Americano, vencedor do
prêmio Pulitzer, Seymour Hersh, publicou um artigo afirmando que as explosões
no gasoduto NordStream, em setembro de 2022, foram realizadas pelos EUA, sob
ordem do presidente Joe Biden com a ajuda de aliados da OTAN (Organização do
Tratado do Atlântico Norte). De acordo com a publicação, mergulhadores da
Marinha dos EUA plantaram explosivos durante exercícios realizados pela Aliança
em junho de 2022 e noruegueses teriam os ativados três meses depois. Ou seja,
segundo esta fonte o gasoduto II foi
explodido através de uma operação especial militar de ações de comando de
sabotagem subaquática, no meio do Mar Báltico, uma das regiões mais vigiadas do
mundo, a ação possivelmente foi coordenada pelo Estado Maior dos Estados Unidos
da América, que envolveu a CIA e a Marinha Americana, entretanto, ação
executada por grupos de mergulhadores panamenhos altamente qualificados e
treinados em mergulho em altas profundidades com um explosivo cronometrado,
utilizando como cobertura um exercício militar no Mar báltico da OTAN,
exercício anual da organização militar conhecido como
Baltops22, a outra versão é de
Oscarson, informa "que sabe como foi feito", segundo o mesmo: Acredita
que foi realizado por um pequeno grupo marítimo, de duas a seis pessoas em um
bote inflável, como exemplo, sugeriu o modelo zodiac, projetado ao Mar Báltico
por um barco de pesca ou iate particular em uma base avançada de operações,
mergulhadores militares altamente qualificados utilizando aparelhos autônomos
de respiração poderiam permanecer infiltrados e subaquáticos por horas,
explosivos poderiam ser carregados em mochilas e serem fixados na carcaça do
alvo, em questão, o gasoduto, esta seria uma versão de uma operação mais
simples, financeiramente mais acessível e totalmente executável, oficialmente
Suécia, Alemanha e Dinamarca investigam a sabotagem, porém, as informações
permanecem escassas. A próxima versão do New York Times publicada no dia 07 de
março de 2023, informou que funcionários e autoridades da Inteligência
Americana, viraram o foco para mergulhadores de um grupo pró Ucraniano, esta
versão relata uma embarcação que realizou uma parada no Sul do Mar Báltico em
um Porto Alemão, os tripulantes presentes estavam em seis pessoas, um capitão,
dois mergulhadores, dois assistentes de mergulho e um médico, outra suspeita,
foi referente aos passaportes apresentados pela tripulação, todos eram falsos,
vestígios de explosivos foram encontrados no barco, que era alugado, esses
relatos segundo NYT, vieram de dentro da policia Alemã, onde as fontes eram
policiais que estão trabalhando na investigação, barco foi descoberto como
andromeda, possivelmente um iate a vela, muito popular e frequentemente utilizada
na região do Báltico, informações adicionais vieram a público em junho de 2023
através do Washington post, onde apresentou a existência de um relatório
secreto, recebido pela CIA no verão anterior, alguns meses antes das
sabotagens, neste relatório segundo o jornal estava descrito um plano Ucraniano
para sabotar o gasoduto, o jornal ressalta que o serviços de inteligência dos
Países Baixos alertaram que a Ucrânia estava organizando um ataque utilizando
uma equipe restrita de mergulhadores, neste relatório esta descrito o seguinte
plano: seis agentes ucranianos com passaportes falsos viajariam para Estocolmo
em um submersível, instalariam as bombas e explodiriam o gasoduto Ns 1 e
exfiltrariam do Báltico sem serem identificados, sem nenhuma citação ao Ns 2,
entretanto, os detalhes desta versão não estavam sintonizado com as
investigações independentes de jornalistas e por consórcios e veículos de
comunicações, porém, existia uma informação interligada com versões anteriores,
a tripulação de seis pessoas e um barco, o presidente
Volodymyr Zelensky negou e continua
negando todas as versões que apontam a Ucrânia ou os ucranianos como os
responsáveis pela operação de sabotagem. A próxima versão é de um engenheiro
aposentado chamado Erick Anderson, sueco, intrigado com a história Seymour
Hersh, Erick Anderson decidiu financiar e realizar uma investigação particular
sobre a explosão do gasoduto, a primeira ação foi de navegar até os locais da
explosão, para realizar de maneira autônoma a sua inspeção, detalhe importante
as histórias de Erick Anderson entram em conflito com as do jornalista Hersh,
Hersh afirmou em entrevista que oito bombas foram colocadas no gasoduto,
entretanto, apenas seis não, porém em outro artigo publico posteriormente,
Hersh mudou a sua versão, informando que apenas uma bomba das oito implantada
não explodiu, que esta mesma bomba foi recuperada posteriormente pela Marinha
dos EUA, não especificando se existia a descoberta de um novo total de
explosivos no artigo subsequente, sugerindo que ocorreram sete explosões. A
investigação de Anderson mostrou claramente que ocorreram quatro explosões,
causados por quatro bombas, resultando em quatro marcas de vazamento de gás no
báltico, outro detalhe, as bombas posicionadas na região norte do gasoduto
explodiram quatro horas depois das bombas posicionadas na região Sul do
Gasoduto, as descobertas de Anderson supostamente apontaram um erro cometido
pela equipe de sabotagem, a colocação de dois explosivos no mesmo tubo do
gasoduto. A verdade é que não esta nítida o verdadeiro mandante da operação,
Ucrânia, Estados Unidos ou operação Russa de Bandeira Falsa? Talvez a história
irá dizer. Sobre o dano ambiental, foi mínimo, o propano despejado no Mar
Báltico se desperta e evapora e se dissipa sem danos para a atmosfera, governos
e países afetados encontraram soluções, interligaram suas redes enérgicas
fazendo com que cada País suprime a necessidade enérgica do outro, uma nova
rede de conexão de gasoduto foi aberta, ligando a Grécia com a Bulgária, permitindo que o gás natural fluísse do
Azerbaijão através do Gasoduto Trans Adriático, terminais foram
construídos na Alemanha, Polônia e Lituânia permitindo a exportação de Gás
natural liquefeito dos Estados Unidos e de outras regiões, como por exemplo, o
Oriente Médio. A realidade que uma das maiores obras de engenheira do século,
que custou aproximadamente 20 bilhões de dólares, construída ao longo de
décadas por milhares de profissionais dos mais altos graus de qualificações,
pode permanecer por muitos anos, se não for para sempre inundada e afundada nas
profundezas do Mar.
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CNN Portugal |
INVASÃO RUSSA A
UCRÂNIA –
Mesmo com números elevados
de tropas posicionadas na fronteira há meses, o governo Russo de Putin, sempre
negou que fosse realizar uma invasão a Ucrânia, um País soberano europeu, com
44 milhões de habitantes.
Difícil determinar
precisamente o porquê da invasão do dia 24 de Fevereiro de 2022, talvez possa
ter diversos pontos de vistas, ângulos e narrativas..., então, primeiramente
iremos analisar o caso da OTAN, acredito que não seja o principal, mas a OTAN
(Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO / OTAN), foi formada em 1949,
com o objetivo muito claro de combater a expansão soviética e comunista,
inicialmente com 12 países, atualmente em 2023 a OTAN possui 31 países-membros
sendo a Finlândia o mais novo membro. Detalhe também que sua expansão recente
ocorreu justamente no leste europeu, avançando e dominando antiga área que
estava “sob o guarda-chuva” e a influencia de Moscou, apesar da sua própria
definição como aliança de defesa, é questionável, tendo em vista a realização
de ataques a diversos países, exemplo em 1999, bombardearam Kosovo, Sérvia e
Montenegro com 600 aviões de treze países diferentes, deixando mais de 1.500
civis mortos e milhares de feridos. Destruíram cidades e uma crise ambiental
como resultado da utilização de bombas sujas, ou seja, bombas com a presença de
urânio que usaram no ataque.
O segundo ponto que
“justifica” ação drástica tomada pelo governo pode estar relacionado com o
pensamento Russo ao longo prazo, de uma garantia clara que não foi dada pelos
Estados Unidos de que a Ucrânia nunca entraria para a OTAN, Rússia precisava de
uma declaração oficial de lideranças da OTAN, contratos assinados, que
impedisse o ingresso Ucraniano na aliança, secretario geral da OTAN Jens
Stoltenberg deu uma declaração informando que: “relação da OTAN com a Ucrânia,
será decidida com os aliados da OTAN e com ninguém mais” em dezembro de 2021.
Alguns dias depois o
presidente Putin, respondeu a OTAN, Putin falou: “Para os EUA e seus aliados é
a chamada política de contenção da Rússia e óbvios dividendos políticos, e para
o nosso País é uma questão de vida ou morte, nosso futuro histórico como povo e
não é um exagero, é assim mesmo, ameaça real contra os nossos interesses e
também contra a própria existência do nosso estado e a soberania dele, é
justamente a linha vermelha, tantas vezes citadas por mim, eles a
ultrapassaram”
Putin ressalta uma espécie
de não cumprimento de um tratado e garantia verbal realizado pelos Estados
Unidos em 1990 de que a OTAN não se expandiria para o leste europeu, no
discurso central, é como se Vladimir Putin tivesse apontando uma traição da
organização, e que a mesma também teria se aproveitado de uma situação de
vulnerabilidade e fraqueza russa para recrutar países que faziam parte do bloco
comunista, antes de falecer o ex presidente da antiga União Soviética Mikhail
Gorbachev, confirmou que ocorreu este diálogo sobre a não expansão da OTAN para
o leste europeu, entretanto, ressaltou que nunca ocorreu uma promessa verbal ou
documental especifica sobre este assunto por parte da OTAN.
Terceiro ponto de
destaque foi o citado na revolução do Maidan, e talvez o principal, pelos menos
nas fases iniciais, derrubar o governo de Zelensky, talvez capturar vivo ou
morte, levá-lo para moscou e colocar em Kiev um governo pró russo, pelo menos a
ideia inicial quem sabe poderia ser esta.
Quarto Ponto, após 20 anos
no poder da Rússia, Vladimir Putin talvez esteja pensando em deixar o seu
legado e expandir o território, lembrando, uma de suas frases mais famosas: “A
maior tragédia do século XX, foi a queda da União Soviética”.
Quinto ponto, diversas
vezes Putin tentou instaurar lideres, governantes pró russos na Ucrânia, na
maioria das vezes sem sucesso, talvez em entenda que este problema precisa ser
corrigido de uma vez por todas, e tentou realizar, de uma maneira extrema.
A grande verdade é
que podemos apenas, apontar os fatores, através de uma análise de
acontecimentos históricos, estudos da região, das relações entre os dois países
e tudo o que esta ao entorno, mas nunca iremos saber precisamente o porquê dos
acontecimentos, pelo menos não agora.
Escrito por Gabriel Chagas.
Entusiasta por Geopolítica, Espionagem e Relações Internacionais. Autor do Blog "Mundo em
Conflito". Siga - me no Instagram: https://www.instagram.com/gabriel.schagas
Referências:
- BBC NEWS,
- NEW YORK TIMES
- WASHINGTON POST
- Anderson, Erick. (2023). Investigação sobre a explosão do gasoduto Nord Stream II.
- Hersh, Seymour. (2022). Artigo sobre a sabotagem do gasoduto Nord Stream II.
- New York Times. (2023). Reportagem sobre a investigação da sabotagem do gasoduto Nord Stream II.
- Washington Post. (2023). Artigo sobre o plano ucraniano de sabotagem do gasoduto Nord Stream.
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