Ao longo de mais de três
milênios de história, Israel foi mais que um simples território no Oriente
Médio, foi palco de invasões imperiais, disputas religiosas, diásporas forçadas
e reconstruções identitárias. Neste artigo, o leitor é convidado a percorrer os
principais marcos históricos que forjaram não apenas a existência do Estado de
Israel moderno, mas também os elementos que sustentam até hoje a complexa
tensão com a Palestina e o mundo árabe.
Diferente de análises
superficiais, o que você encontrará aqui é uma imersão analítica e profunda, construída com base em fatos históricos consolidados, conexões geopolíticas estruturadas e
uma linha narrativa investigativa que respeita a complexidade do Oriente Médio.
Com uma abordagem que combina rigor
informativo, clareza cronológica
e uma leitura crítica dos eventos, desvendamos os erros coloniais europeus, o
impacto das decisões das Nações Unidas, o surgimento do sionismo político, o
papel dos impérios islâmicos e as sucessivas guerras e intifadas que moldaram a
configuração atual da região.
Compreender Israel não é
apenas revisar sua fundação em 1948. É necessário retornar às invasões
assírias, à diáspora judaica provocada pelo Império Romano, à ascensão do Islã,
às disputas internas entre xiitas e sunitas, à queda do Império Otomano, e às
promessas britânicas contraditórias durante a Primeira Guerra Mundial. É
entender como a Declaração de Balfour,
o sionismo moderno, o Holocausto, as guerras árabe israelenses e o terrorismo transnacional colocam esse território como um dos
epicentros mais sensíveis e disputados do planeta.
Este artigo investiga como
o Estado de Israel emergiu de um
passado fragmentado, mas politicamente mobilizado, e como os diversos
atores, incluindo o Hezbollah, Hamas, Irã, Reino Unido, ONU e EUA, desempenham papéis diretos e indiretos no tabuleiro do conflito. A história que
aqui se conta não é apenas de guerra e ocupação, mas também de identidade,
memória, estratégia e sobrevivência.
Prepare-se para uma
análise que une passado e presente, contextualiza nomes, datas e forças
envolvidas, e oferece um olhar crítico
sobre o cenário geopolítico de Israel e Palestina, que ainda hoje molda
decisões diplomáticas, movimentos militares e campanhas narrativas ao redor do
mundo.
Israel é um
estado muito antigo, tendo sua existência
ameaçada em três momentos, primeiro momento: século 18 A.C: Foi invadido
pelo povo Assírio que expulsou os hebreus da região, após a invasão, a
região se tornou do povo Judah.
A outra invasão sofrida por
Israel foi dos Babilônios, ocasionando no sequestro do seu povo, sendo
levado para a babilônia na antiga Mesopotâmia para serem escravizados no
exílio. Este fato resultou e corroborou na capacidade
dos judeus de conseguirem preservar sua identidade cultural.
Em seguida o Rei Sírio conquistou a
babilônia e ordenou que o povo Judeu voltasse para as suas terras, assim
eles reconstruíram o templo de Salomão.
A terceira ocupação foi
a Romana, foi brutal, pois a
conquista romana historicamente sempre é brutal, Roma chamou a região de Judeia Samarita e Galileia, Pereia, Jesus nasceu e viveu
como Judeu e nas tradições Judaicas.
No século 1 d.c ocorreram duas
revoltas na província da Judeia,
Roma então, perde a paciência com o povo, destruindo o templo, que hoje é conhecido como o Muro das lamentações,
os romanos matam os judeus ocasionando na fuga em massa de outros, momento
conhecido historicamente como a diáspora.
Em 1948 com a criação oficial do
Estado de Israel pela ONU, o povo Judeu espalhado pelo mundo retornou para Israel, a criação do Estado se deu por consequência do Holocausto, genocídio de judeus na Europa pelos nazistas, criou as condições políticas para a criação de Israel. O Reino Unido abriu mão do seu mandato sob a Palestina, deixando a região em tensão nesse conflito entre árabes e judeus. A situação foi entregue para a ONU, que resolveu mediar o conflito estabelecendo uma proposta.
Por meio desta, a ONU aprovou, a partir da Resolução 181, a divisão do território da Palestina. Assim, 53,5% do território foi designado para ser Israel e 45,4% das terras seriam domínio dos palestinos, segundo a resolução da ONU. Os judeus ficariam com a maior parte do território, mesmo tendo apenas 30% da população."
Filistia
(Palestina)= Filisteu os
maiores inimigos do povo Judeu,
nome que os romanos começaram a chamar a região de Israel (Judah) após a
expulsão dos Judeus.
Em 610 Maomé surgiu
na cidade de Meca e deu origem ao Islã que significa submissão a Deus, na crença, Maomé sobe aos céus com seu cavalo para
falar com Deus, ao descer, ele aterrissa nas ruínas do templo, que hoje
é conhecido em Jerusalém como a esplanada
das Mesquitas, evento conhecido na história como a Viagem Noturna.
Em 622 Maomé é obrigado a fugir de Meca para Medina, reza a lenda e a crença que Maomé conquistou vitórias militares e
políticas em vida, fazendo com que o Islã se espalhasse pela região,
inspirando pessoas. Entretanto, surge um problema,
Maomé não deixa claro o funcionamento
de sua sucessão.
Maomé morreu em 632,
após a sua morte, iniciou-se o período Rashidun, período do califado
Rashidun, período dos profetas guiados. Primeiro racha dos seguidores de
Maomé se deu pela linha sucessória, os xiitas ficam do lado de Ali, sucessor
sanguíneo (xiismo). Já os sunitas (cerca de 90% dos muçulmanos) acreditam
que o califa (chefe de Estado e sucessor de Maomé) deveria ser eleito pelos
próprios muçulmanos.
Em 650 a região passa
a ser de Árabes Muçulmanos. No ano de 1258 os Mongóis conquistaram
Bagdá, fazendo com que o território da antiga Filistéia passasse a se
tornar Turco otomano.
Referente a titulo de
curiosidade em relação à divisão Sunita e Xiita, os sunitas, por crenças,
acabam sendo mais radicais que os xiitas.
Na Primeira Guerra
Mundial, pós vitória, a Alemanha assina três compromissos com os
ingleses: o primeiro é com o Xerife de Meca, para se aliar no
combate contra o Império Turco Otomano em troca terra/região que será
conquistada pelos ingleses, mas não ocorreu uma especificação de qual
País/região seria ofertada aos Árabes, mas os Rashanitas e sua família
suspeitavam que fossem os territórios otomanos.
Em um dos lideres
ingleses assume um compromisso com os judaicos a famosa declaração
de Balfour carta de 1917 dirigida ao Lionel Walter, Barão de
Rothschild, líder da comunidade judaica, fazendo com que o governo britânico
firmasse mais um compromisso na região, que a mesma seria o lar para a comunidade
Palestina.
O terceiro compromisso foi com
o movimento judaico que pediu a criação do Estado Judaico na Palestina.
Nunca existiu um País chamado Palestina, o que existiu era uma província muito pobre chamada Palestina, antes da criação do Estado de Israel não existia o povo Palestino, eram Árabes/Muçulmanos
que estavam na região.
Movimento Nacionalista
Judaico, conhecido como o Sionismo. Por razões do fortalecimento
nacionalista dos povos judeus começou a ser criminalizado no início do século
XX.
Ideia Básica do Sionismo: Voltar a região sagrada e
constituir o Estado de Israel, Lar nacional Judaico na Antiga Província da
Palestina.
Durante a história podemos
citar exemplos de erros europeus que resultaram no aumento da tensão na região,
são eles:
1° A falta de convencimento e explicação para os árabes que estavam na
região da importância de construir o Estado de Israel.
2º A negligencia cultural que já estava estabelecida
na região, principalmente na relação com as mulheres.
Hagana = Surge para proteger os assentamentos Judaicos e
para o enfrentamento contra os Árabes.
O conflito que conhecemos hoje
na região de Israel e Palestina se iniciou em 1930.
O holocausto entra no contexto com uma das maiores tragédias, tinha
como objetivo erradicar o povo Judeu da
Europa.
Israel venceu a guerra da independência.
1948 – Povo Palestino – Um dos
argumentos utilizados contra o Estado de Israel se da pelo fato de que na
região existia mais árabes, muçulmanos que Judeus.
Política de fatos consumados= Criação
de assentamentos agrários construidos pelos povos judaicos, resultado e consequência da guerra de independência de 1949 de Israel foi o deslocamento do
povo árabe para Gaza, Jordânia e Cisjordânia, detalhe interessante, em 1949 a
região da Faixa de Gaza era território Egípcio.
Província que hoje é a Cisjordânia anteriormente era a Judeia.
1º Intifada: 1987 à 1993
2º Intifada: 2000/2001 (Yasser
Arafat)
Dentro do Estado de Israel
existem: Druzios, Árabes e Judeus.
Julho de 2006: 2º Guerra do Líbano,
Israel invade o Líbano para confrontar o Hezbollah, as FDI (Forças de Defesa
Israel) se surpreenderam com a estrutura terrorista e logística do grupo e
principalmente com o poderio militar.
O Hamas, Hezbollah, ISIS,
Talibã, DAESH, Jihad Islâmica utilizam quatro formas de coerção e cooptação:
1º Imposição do Sistema
Normativo
2º Imposição do Padrão cultural
3º Imposição de uma zona de
silêncio, calando dissidentes e reverberando sua narrativa hegemônica
4º Controle de recursos
(água,luz e alimento)
Batalha é tudo que envolve o nível
tático, a ação no terreno, guerra é quando as ações no terreno interferem no
nível político e institucional.
Hamas inicia a campanha de guerra
irregular contra Israel em 2000, ocasionando a saída de do Sul do Líbano, pela
primeira vez na história um grupo árabe obriga Israel a ceder território
Hezbollah surgiu do partido
Amal, após a guerra civil do Líbano.
Hezbollah é considerado a
principal Proxy War de Teerã, Proxy War = Guerra de procuração. O que é Proxy
War ? conflito armado no qual dois países se utilizam de
terceiros — os proxies — como intermediários ou substitutos, de forma a não
lutarem diretamente entre si.
Tatire Hezbollah = Versão
Iraquiana do Hezbollah, o grupo citado esta presente na tríplice fronteira, região de fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, realizando
o contrabando de cigarro para dentro dos EUA, e está envolvido nos atentados
terroristas ocorridos em 1992 e 1994 na Argentina contra locais sagrados
Judaicos.
Israel volta a invadir o Líbano
em 2006. Conhecida como a segunda Guerra do Líbano; no Líbano, como Guerra de
Julho; no Mundo Árabe, como Sexta Guerra Israel Árabe. O conflito militar ocorreu no norte de Israel e no sul do
Líbano, com início no dia 12 de julho de 2006.
A partir de 2007 o principal
foco do Sistema de Segurança Israelense modificou e virou ações para impedir
que a teocracia de Teerã (Irã) se torne um País Nuclear. O raciocínio do alto
escalão de segurança Israelense é norteado pela seguinte reflexão: Se com
foguetes o Hezbollah, Hamas e outros grupos apoiados pelo Irã realizam inúmeros
estragos, imagina se estes grupos tivessem acesso a tecnologias nucleares ou na
pior das hipóteses a uma bomba nuclear.
O Irã esta travando três
guerras de maneira simultânea, contra as seguintes nações, EUA, Arábia Saudita
e Israel.
Toda organização terrorista ao
praticar o ato possui um objetivo ou justificativa, por mais cruel e sordico
que seja, mas assim como todas as ações, podem ocorrer erros de julgamentos.
O terrorismo é o uso da
violência como propaganda, todas as imagens são peças de propaganda, a forma
como a sociedade recebe as mesmas é o que justifica se ela foi eficaz ou não.
Em alguns momentos o objetivo
de um atentado terrorista é provocar uma reação do agredido, através da
intensidade da resposta promover uma guerra de narrativa colocando o Pais que
reagiu como cruel e impiedoso.
A nova Guerra no Oriente Médio
entre Hamas e Israel, favorece a China, pois trava a aproximação de Israel e Arábia Saudita, por questões ideológicas aproxima Arábia Saudita e Irã, neste
cenário também favorece a Rússia pois reorienta o foco para o Oriente médio,
dando “liberdade de ação” no leste europeu.
Flotilha da Paz= Jogada informacional de 2010. Existia um
bloqueio naval em Gaza, um navio de militantes Turco é interceptado por forças
americanas e Israelenses, o navio saiu do Porto da Turquia com a justificativa
de levar ajuda humanitária para Gaza, Israelenses capturam o navio, levando
para o porto de Gaza, entretanto na Guerra de Informação Israel saiu derrotado,
pois a manchete foi: “Israel impede que navio com ajuda humanitária chegue a
Gaza”.
Países prejudicados com a
ofensiva do Hamas contra Israel no dia 07 de outubro de 2023, em primeiro
lugar, obviamente, foi Israel, por motivos óbvios e em segundo lugar os Estados
Unidos, por estar se vendo em mais uma frente de batalha onde o seu auxilio
militar e financeiro será extremamente necessário para Israel.
Hamas é um grupo Sunita,
Palestino.
Hezbollah grupo Xiita, Libanês
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