Conflito na Síria: Análise das Potências Estrangeiras e suas Influências.

Para entendermos a Síria, é preciso retornar no tempo, mas precisamente ao período da colonização Francesa, ano de 1920, na época, a Síria era parte do império Otomano, após a primeira guerra Mundial e a desintegração do império Otomano, a região passou a ser controlada pelos franceses, ficando sob comando Francês por 25 anos, no mesmo ano, 1945, a Síria se tornou membro das nações unidas, em 1946 as ultimas tropas francesas deixaram a síria.
Após este período a Síria mergulhou em uma instabilidade política, mais especificamente pelo vácuo do poder que se criou na região, sendo o mesmo tendo uma espécie de “estabilidade”, no ano de 1963 com a chegada do grupo político Ba`a ao poder, batismo é um partido político que defendia uma vertente nacionalista, incentiva os costumes árabes, e rechaçava interferências estrangeiras na região e defendia o socialismo, deste movimento, em 1971 surgiu o líder Hafez Al - Assad (pai do atual presidente, Bashar Al – Assad), Hafez comandou o País com mãos de ferro e desde muito cedo preparou o seu filho Bassel Al Assad para assumir a sucessão após a morte de Hafez, entretanto, quem morreu foi o Bassel Al Assad, em um trágico acidente de carro, o Bashar Al – Assad, totalmente fora do meio político, cursava a faculdade de Oftalmologia em Londres e em 1994 foi chamada pelo pai para retornar a Síria e se preparar para assumir a presidência.
 No ano 2000 Al Assad pai faleceu, eleições foram convocadas e sem muito dificuldade foi sucedido pelo filho, Bashar Al – Assad, o mesmo conquistou o poder através de um processo eleitoral fraudado, onde não havia oposição e o pior, o único candidato na disputa, Bashar permanece no controle da Síria até os dias atuais.
Nos governos de Al Assad, tanto o de Hafez, quanto o de Bashar, a religião nunca pautou os rumos e as decisões políticas destes ditadores, entretanto, ambos eram de uma vertente Xiita chamada de Os alauitas, que formam um grupo étnico religioso do Médio Oriente, presente, sobretudo na Síria, país em que constituem cerca de 15% da população, ou seja, cerca de 3 milhões e onde dominam as estruturas políticas, por mais que em números brutos sejam uma quantidade considerável de pessoas, em proporcionalidade, é uma minoria na região.
Bashar Al – Assad, estavam tão confiante em seu processo de governança da Síria, e em sua popularidade com o povo, que em 2011 ele fechou o tribunal de segurança do Estado, encerrou o estado de emergência que estava vigente há 48 anos, libertou presos políticos e permitiu protestos pacíficos e os protestos aconteceram, em todos estes momentos da história há um acontecimento que marca o processo de transição, e eles ocorreram, quando um grupo de adolescentes realizaram uma pichação na cidade de Daraa, no sudoeste da Síria, no muro de uma escola, fazendo crítica ao governo, os adolescentes envolvidos foram identificados, ficaram presos por 45 dias, onde foram brutalmente torturados, como consequência, protestos ainda mais fortes começaram, entretanto, com o apoio de países e organizações estrangeiras, Bashar Al Assad, chamou a ação de terrorismo financiado e apoiado por estrangeiros e reprimiu os protestos com ainda mais violência, ocasionando em um processo de aumento das tensões envolvendo a população protestando e o regime de Bashar, o estopim ocorreu quando fotos do rosto dos adolescentes presos surgem nas redes sociais, forças opositoras ao governo começaram a se armar, e o exército para defender o governo, se armou também
Em 2011 ocorreu a primavera Árabe, ondas de manifestações e protestos estourando por todo o oriente médio, resultando na troca de regimes em diversos países da região e resumidamente precisamos falar do por que o ocorreu a este evento que revolucionou o Oriente Médio, e talvez, se tornou um dos acontecimentos mais importantes geopoliticamente para a região, mais importante tamanha a mudança estrutural e da balança de poder e influência.
Uma plataforma de mídia digital que estava surgindo na época se tornou peça chave para os acontecimentos, os protestos e as revoltas que eclodiram na região, o Facebook, pessoas marcavam os protestos, estabeleciam os horários e os locais através da plataforma digital, transmitiam as manifestações ao vivo, divulgavam fotos e vídeos, inflamando e incentivando cada vez mais pessoas a participarem, principalmente a população jovem da Síria.
As conseqüências da primavera árabe se estenderam por todo o oriente médio, por exemplo, o presidente do Egito Mubarak foi retirado do cargo, o presidente da Tunísia Zine Al-Abidine Ben Al renunciou, o rei do Marrocos  Mohammed 6º, do Marrocos propôs reformas constitucionais que foram atendidas e o presidente da Argélia Abdelaziz Buteflika anunciou uma revisão da Constituição do seu País, há países em que as conseqüências foram ainda mais graves, na Líbia iniciou uma guerra civil onde um dos desfechos foi a morte do presidente Muammar Gaddafi, no Yemen as conseqüências ainda estão sendo sentidas, tendo em vista que o pais permanece em uma guerra civil. Todos foram extremamente prejudicados e sofreram demais com as conseqüências, mas nada se compara ao que a Síria passou e que persiste até os dias de hoje...
A consequência na Síria: revoltas populares e o momento em que Bashar Al – Assad esteve mais próximo de seu fim, como resposta o presidente Bashar e a sua família utilizaram da força do Estado para oprimir a população com o intuito de travar as manifestações, o Bashar Al – Assad temia ter o mesmo destino de alguns lideres do Oriente médio que foram depostos, como por exemplo do Egito e do Yemen, ou pior, assassinados como Kadafi na Líbia e Saddam Hussein no Iraque, se baseando em dados da ONU de 2016 baseado em relatórios de 2011, o número de mortos aproximadamente seria de 400 mil mortos, atualmente em 2024 podemos estar falando em mais de meio milhão de mortos, entre civis e combatentes, uma das justificativas que o governo de Bashar Al - Assad utilizou foi de colocar todos os seus opositores como extremista e fundamentalista Islâmicos, Bashar Al – Assad, utilizou do mecanismo de acusar todo e qualquer opositor de extremista, independente das verdadeiras intenções, fazendo com que muitos políticos, jornalistas e intelectuais deixassem a Síria, permanecendo no País somente grupos revolucionários que estavam dispostos a confrontar de maneira ativa e armado as forças do governo, fazendo com que oficialmente a guerra civil Síria se iniciasse em 2012.
Membros do exercito que passaram a vivenciar e ver os massacres que o Estado estava realizando contra o seu próprio povo e aos opositores, mudou de lado e começaram a apoiar os civis, paralelamente o apoio internacional a favor dos manifestantes aumentou e a oposição decidiu formar a coalizão nacional que se auto proclamou como represente do povo Sírio, e em seguida se formou o exercito livre da Síria, que se declarou representante de todos os grupos opositores ao governo de Bashar Al – Assad, inclusive alguns jihadistas (muçulmano violento que busca defender sua causa a qualquer custo), pois jihadistas entendiam que Bashar Al Assad, mesmo tendo seus princípios na religião Islâmica, abandonou os princípios do Islã, e desta forma, o seu governo se tornou um alvo legitimo para os jihadistas, então estes grupos radicais se juntaram ao exercito livre da Síria para combater o governo.
Geograficamente a Síria esta posicionada em lugar excelente, saída para o Mar Mediterrâneo, ponte de ligação entre a Europa e o Oriente Médio, sem contar nos recursos naturais da região, mais especificamente os poços de Petróleo, fazendo com que muitas potenciais internacionais e da região se interessarem pelo local, como por exemplo, o Irã segundo uma estimativa da BBC, o Irã gastou nas cifras de bilhões de dólares para apoiar e sustentar o governo de Bashar Al Assad, fornecendo conselheiros militares, armamentos , linhas de crédito e principalmente comerciando petróleo, outro ator envolvido na guerra é o Hezbollah, Arábia Saudita também trabalha no País para derrubar o governo de Bashar Al Assad, fortalecendo e apoiando os opositores.
Em 2012 a guerra atinge um patamar ainda mais elevado, nos Estados Unidos o presidente americano era o Barack Obama, e os EUA, historicamente sempre foi o principal e o maior parceiro da Arábia Saudita na região, e Barack Obama condenou publicamente as ações e o governo de Bashar Al - Assad, colocando em destaque grupos opositores ao governo, como condição de paz, Obama exigiu que Bashar deixasse o governo, outras nações aliadas dos EUA, como Reino Unido e França, seguiram o mesmo discurso do EUA.
Em 2013 Bashar Al – Assad foi acusado de lançar um ataque químico com o gás Sarin contra a sua própria população nos arredores de Damasco, na época o Barack Obama realizou um pronunciamento relatando que a utilização de armas químicas simbolizava o cruzamento de uma linha vermelha, para piorar ainda mais a situação que já estava um caos.
Em 2014, entrou mais um ator importante nesta guerra, conhecido como ISI, DAESH, o Estado Islâmico que tinha suas bases e raízes no Iraque, viram no vácuo do poder e a falta de controle do governo de Damasco em algumas regiões da Síria uma oportunidade proclamarem o seu califado na figura do seu líder Abu Bakr AL-Baghdadi (morto em 2019 por tropas americanas), tendo a Sharia (xaria) como lei e vivendo como nos tempos de Maomé, um califado seria um regime que uniria todos os povos Islâmicos que seriam governados por um líder, denominado o Califa, este califa seria o Abu Bakr e a capital deste novo califado seria Raqqa, a legislação Sharia seria baseada no Corão e na vida do profeta Maomé se estabeleceu nessas áreas não governadas da Síria, ocasionando no fortalecimento do grupo terrorista, tendo em vista que tiveram acesso a poços de petróleo, aumentando financeiramente as suas receitas e ocasionando no recrutamento de mais membros.
O envolvimento do Estado Islâmico favoreceu o governo de Bashar Al Assad, pois ficou nítido, que por mais terrível e cruel que seja o regime opressor de Bashar Al Assad, existia outros atores mais cruéis tentando controlar o País. Neste momento entra mais um ator neste complexo da Síria, o curdos, maior povo sem pátria do mundo, aproximadamente são 30 milhões que vivem em uma região entre o Irã, a Turquia, a Síria, o Iraque e a Armênia e reivindica a criação do Estado Curdistão nestas regiões e tá, na guerra da Síria, qual é o papel deste povo? Combater o Estado Islâmico ao lado de uma potência importante e conhecida, os EUA, que financiam em dinheiro, armamento, logístico e suporte e muitas vezes em operações conjuntas para combater jihadistas do Estado Islâmico, ainda esta faltando mais um ator neste conflito, a Rússia que entrou no conflito para fortalecer e manter o governo de Assad no poder.

Todos os atores citados, grupos, países tem interesses na região, inúmeras acusações de ataques cruzados já aconteceram, como por exemplo, em 2015 um avião russo sobrevoou o espaço aéreo turco e foi derrubado, confronto militar entre tropas dos países envolvidos por erro de comunicação, e vários outros.

O fato das ações terroristas e assassinatos e decapitações do Estado Islâmico ser midiáticas, com gravações e divulgações realizadas pelos próprios membros, fizeram com que Rússia e Estados Unidos entrassem de vez no conflito contra o Estado Islâmico, além de treinarem rebeldes, fornecerem inteligência, os estados unidos entrarem de vez no conflito em 2014, com operações dirigidas mais especificamente contra alvos do Estado Islâmico na região e em 2015 os Russos com o auxilio do Irã, os Russos realizaram as mesmas ações, operações militares contra alvos do Estado Islâmicos na região, com uma diferenciação, a Rússia começou a atacar grupos rebeldes e a proteger o governo de Bashar AL- Assad.
 Basicamente a Síria começou a funcionar aos moldes da guerra Fria, Russos e Americanos medindo seus poderes de influencia utilizando grupos locais para os conflitos, podemos então dizer que há uma guerra de procuração envolvendo os russos e os americanos na Síria. A guerra na Síria resultou no número de mais ou menos 5,7 milhões de refugiados, sendo o Líbano e a Turquia por questões de proximidade sendo os dois Países a terem recebido grande parte dos refugiados, mas na Europa que a crise migratória da Síria ocasionou os maiores problemas políticos, abrindo espaço para políticos de extrema direita, nacionalista totalmente contrária as políticas migratórios e contra os refugiados que entravam em seus Países.

Ø   Batalhas decisivas na Síria: Conquista da cidade de Allepo pelo governo de Bashar Al Assad contra o Estado Islâmico, tropas Russas tiveram um papel crucial para a retomada de Allepo.

Ø   Conquista da Cidade de Raqqa: Ofensiva se iniciou no fim de 2016 e terminou no início do ano de 2017, operação liderada por tropas americanas e curdas, há relatos que foram os curdos que lutaram na cidade combatendo por cada palmo da região de Raqqa.

Em 2017 o Estado Islâmico sofreu inúmeras derrotas na Síria e no Iraque, neste mesmo ano uma conjunção heterogênea de forças, proclamou vitória contra o Estado Islâmico em Raqqa e em Mossul no Iraque, as forças conjuntas contaram com militares/agentes americanos, turcos, rebeldes sírios, sunitas e xiitas, e principalmente com a presença dos curdos, povo que reivindica a criação e um estado próprio em um local que abrange os estados da Síria, do Iraque e da Turquia.
Em outubro de 2019 os americanos anunciaram a retirada de tropas da Síria, os maiores prejudicados da retirada, foram os curdos, que se sentiram abandonados por Washington, por brigas territoriais Turcos e os Curdos, possuem uma relação conflituosa, há registro de que poucas horas e nos dias seguintes a retirada de tropas americanas da Síria, os Turcos realizaram uma operação contra os curdos que antes não aconteciam por causa da presença americana.
De um jeito ou de outro, todos proclamaram vitória:

·             Bashar AL–Assad: por ter permanecido no poder,

·             Russos e Iranianos por terem respaldado o presidente Sírio e sustentado a continuidade de seu governo.

·             Americanos, Curdos, Turcos e Europeus por terem erradicado, dominado, sufocado, reprimido ou abafado o Estado Islâmico.
Mas o maior sofrimento esteve na população civil da Síria, vitima de um dos maiores conflitos do mundo e os maiores derrotados deste cenário também são os rebeldes Sírios, pois não derrubaram Bashar Al Assad nem pela força dos protestos e nem pela força das armas.
Até os dias atuais a Síria permanece sendo um depósito de fogo, regime opressivo de Bashar AL – Assad, focado em uma brutal guerra civil com forças rebeldes e opositores, Rússia, Irã, e o Hezbollah apoiando e mantendo o seu governo no poder, as forças ocidentais têm o suporte de uma coalizão liderada pelos EUA. Enquanto isso, o Irã esta contrabandeando armas para os inimigos de Israel através do País e Israel bombardeando os comboios o mais rápido que podem. Síria e Israel estão tecnicamente em estado de Guerra. A Rússia esta tentando expandir seu papel na região, sendo a Síria único lugar fora do seu território em que a Rússia possui uma base militar no porto do mar Sírio, na região norte, dando acesso ao mar mediterrâneo, como consequência exerce uma influencia e inibe operações de Israel dentro da Síria, tendo em vista que o espaço aéreo e as imagens de satélites estão sob controle russo, sendo também uma forma de confrontar a presença Americana no Oriente Médio, principalmente após sua perda de influencia na região pós-guerra fria e o fim da URSS, sem deixar de esquecer a situação da autonomia dos povos curdos, que reivindicam um estado autônomo dos curdistão, com o objetivo de desestabilizar o governo aliado de Putin, EUA e OTAN, financiam as guerras civis, desta forma prejudicam e atrasam os interesses Russos e Iranianos na região. Além destas questões citadas, ocorre uma crise religiosa, xiitas e os sunitas, facções dentro do islamismo, disputam o herdeiro do trono de Maomé, ocasionando em uma onda crescente de violência, conflitos e terrorismo, sem contar as violações dos direitos humanos... Síria um dos maiores caos e colapsos político, humanitário e sustentável do Mundo, Porém, é um País extremamente estratégico geopoliticamente e geograficamente, ponto de conexões, para um mundo totalmente multipolar dos tempos modernos, e as grandes potenciais não estão dispostas a cederem esta região.
  • Para facilitar, irei finalizar com um pequeno resumo do envolvimento direto e indireto de potencias regionais e globais que estão neste conflito: 

      Ø    Rússia: Apoiando o governo sírio com tropas, ataques aéreos e assistência militar.

      Ø    Estados Unidos: Apoiando grupos rebeldes, opositores do governo Sírio e combatendo o Estado Islâmico (ISIS) com ataques aéreos.

      Ø    Irã: Apoiando o governo sírio com tropas e assistência militar, além de apoiar grupos xiitas.

      Ø    Arábia Saudita: Apoiando grupos rebeldes sunitas.

      Ø    Turquia: Envolvida na guerra civil síria desde 2011, apoiando rebeldes e lutando contra as Forças Democráticas Sírias (FDS) e enfraquecendo os curdos.

      Ø    França: Participando da coalizão internacional contra o Estado Islâmico e apoiando grupos rebeldes que querem derrubar o governo.

      Ø    Reino Unido: Participando da coalizão internacional contra o Estado Islâmico e apoiando grupos rebeldes que pregam a deposição de Bashar Al-Assad.

o     Além dos países mencionados anteriormente, outros países têm desempenhado papéis menores ou indiretos no conflito na Síria. Alguns desses países incluem:

      Ø    Israel: Realiza ataques aéreos contra alvos na Síria, principalmente contra as forças pró iranianas e o grupo Hezbollah.

      Ø    Líbano: Realiza ações na figura do Hezbollah, grupo militante libanês apoiado pelo Irã, tem lutado ao lado das forças do governo sírio.

      Ø    Iraque: Enfrentou o Estado Islâmico (ISIS) em seu próprio território e, ocasionalmente, realizou ataques contra alvos do ISIS na Síria.

      Ø    Jordânia: No início do conflito, forneceu apoio logístico e treinamento para grupos rebeldes moderados.

      Ø    Emirados Árabes Unidos: Participou da coalizão liderada pela Arábia Saudita contra o governo sírio.

      Ø    Qatar: Apoiou grupos rebeldes na Síria, embora esse apoio tenha diminuído nos últimos anos.

      Ø    Kuwait: Contribuiu financeiramente para os esforços de ajuda humanitária na Síria.

Esses países, embora tenham desempenhado papéis menores em comparação com os principais atores, têm influenciado o curso do conflito sírio de várias maneiras.

 

Síria entra no 11º ano da guerra sem acordo de paz e fatiada entre  potências estrangeiras - Jornal O Globo


Síria: Bashar al-Assad é reeleito para o seu quarto mandato com 95,1% dos  votos | CNN Brasil
 Bashar Al Assad 

 

Hafez al-Assad – Wikipédia, a enciclopédia livre
 Hafez Al - Assad

Escrito por Gabriel Chagas.

Entusiasta por Geopolítica, Espionagem e Relações Internacionais. Autor do Blog "Mundo em Conflito". 

Siga - me no Instagram: https://www.instagram.com/gabriel.schagas

 

 

Referências:

 

·       https://g1.globo.com/mundo/noticia/20... https://g1.globo.com/mundo/noticia/qu... https://agenciabrasil.ebc.com.br/inte...

·       https://www.dw.com/pt-br/a-profunda-t... https://www.bbc.com/portuguese/notici... https://www.bbc.com/portuguese/intern... https://www.bbc.com/news/world-middle... https://www.britannica.com/event/Syri... http://s.telegraph.co.uk/graphics/pro...

·       - Vogalizando – Síria 

  •    C, Gabriel (2024)

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